Inovações no Ensino e no aprendizado

O modelo de sala de aula tradicional já não funciona. Vivemos em um período de transição, onde muitos professores sentem dificuldade em atender às necessidades da nova geração. Inovar é necessário. De forma mais clara, estamos mudando de um modelo centralizador para um modelo colaborativo e construtivo de ensino. Os erros passam a ser um caminho para o acerto, e não o determinante entre o sucesso e o fracasso. A padronização do ensino é derrubada para dar espaço à personalização. É preciso valorizar competências novas nos alunos, como o pensamento crítico, a empatia, a comunicação, a liderança, a ética,  que são mundialmente conhecidas como competências do século 21.

10 sugestões para inovar:

1 – Dos horários fixos para as atividades dinâmicas
Organizar o ensino de maneira mais dinâmica e aproveitar as oportunidades que surgem durante o processo. Fortalecer a improvisação.

2 – Dos conhecimentos adquiridos dentro da sala de aula para aqueles obtidos fora da escola
O aprendizado ocorre em todos os lugares – na sala de aula e no mundo que nos rodeia. Hoje, as crianças e os jovens obtêm informações de muitas fontes, e a realidade exterior desempenha um papel cada vez maior no ensino e na aprendizagem.

3 – Do conhecimento teórico ao conhecimento aplicado na prática
Os alunos usam o conhecimento teórico como base para a concepção e desenvolvimento de soluções práticas para problemas concretos, realistas.

4 – De respostas certas às perguntas abertas
Os alunos não devem apenas ser incentivados a dar as respostas certas, mas também a agir como antropólogos, curiosos e repórteres que trazem novos conhecimentos valiosos que podem ser usados para a criação de novas perguntas.

5 – De problemas fictícios para os desafios reais
Motivar os alunos a explorarem a realidade ao redor, em vez de ficar inventando problemas para serem resolvidos.

6 – Da aprendizagem passiva para uma participação ativa
Transformar os alunos em agentes ativos, criadores. Eles devem se envolver na geração de novos conhecimentos e novas soluções.

7 – De aprender com a cabeça para aprender com o corpo inteiro
O ensino deve mesmo inspirar os alunos a tocar, cheirar e mergulhar num assunto em vez de apenas ler um livro ou olhar para uma tela.

8 – De trabalhos individuais para a solução de problemas em conjunto
Em vez de priorizar o trabalho individual do aluno, colocar um problema no centro de todos eles, para que o conhecimento individual contribua para a resolução em conjunto.

9 – Do professor como especialista onisciente para o professor como facilitador
O professor deve ajudar a trazer novos conhecimentos em vez de ficar narrando velhos conhecimentos. Ele é responsável por seu método e deve usar técnicas e ferramentas diferentes para ensinar.

10 – Da sala de aula formal a oficina experimental
A sala de aula deve ser um laboratório para a experimentação, em vez de um ambiente rígido e formal. Elas precisam ser espaços onde os erros são permitidos.

 

Como fazer essas inovações, na prática?

1)   Mudanças progressivas

Para a maioria das instituições educacionais que já têm uma cultura, história e processos definidos há tempos, as mudanças mais viáveis são as progressivas. Partem dos modelos disciplinares para níveis de interligação cada vez mais amplos.

A primeira mudança é dentro de cada disciplina, introduzindo metodologias ativas, principalmente a aula invertida. Isso já permite avanços rápidos, com o professor orientando mais atividades de aprofundamento.

O nível seguinte é o da integração entre as diversas disciplinas através de um projeto mais amplo e outras atividades que façam sentido. Essa integração também pode ser vertical, por áreas de conhecimento semelhantes: alunos de semestres diferentes se juntam em algumas atividades comuns, onde os mais veteranos podem tornar-se tutores. A hibridização também aumenta com maior inserção do digital.

A partir daí a instituição já estará mais preparada para implementar um currículo muito mais integrador, flexível, com foco em projetos, desafios, aprender fazendo e terá tido tempo de acompanhar outras instituições que já implementaram currículos mais ousados e que terão uma avaliação mais precisa do que vale a pena trazer para a própria instituição.

2)   Mudanças simultâneas

Uma forma de acelerar as mudanças sem por em risco a cultura da instituição é começar a inovação em pequena escala, em uma área que tem maior abertura, com gestores e professores mais empreendedores. Esses projetos são acompanhados por todos, avaliados para depois incorporar mais rapidamente os demais cursos. Ir da experiência focada e avaliada para a estrutural é um caminho que tem muitas vantagens: todos aprendem com o grupo experimental e se preparam melhor para implementar um novo projeto mais ousado.

O importante neste processo é que a discussão do projeto inovador seja feito por toda a comunidade antes e acompanhado de verdade durante a sua implantação.

3)      Mudanças profundas

Alguns grupos, liderados por gestores visionários e empreendedores, propõem mudanças mais profundas mais rapidamente. Alguns exemplos são conhecidos no Brasil de escolas públicas que, apesar das estruturas burocráticas, conseguiram implementar currículos mais abertos, não disciplinares, baseados em roteiros de aprendizagem, integração de alunos de vários anos.

O ambiente físico das salas de aula e da escola como um todo também foi redesenhado  por estas escolas mais inovadoras, mais centrado no aluno. As salas de aula são mais multifuncionais, combinem facilmente atividades de grupo, de plenário e individuais. Os ambientes estão cada vez mais adaptados para uso de tecnologias móveis.

 

[1] http://www.educacionjesuitas.es/noticias/248-horizonte-2020-un-nuevo-modelo-pedagogico (resumo) e o detalhamento do projeto está em: http://h2020.fje.edu/es/

[2] http://www.projetoancora.org.br/index.php?lang=port

[3] Os alunos se reúnem em grupos de 4 para o desenvolvimento dos roteiros de pesquisa. Cada um tem o seu próprio roteiro e segue um ritmo individual de execução das tarefas solicitadas. Atividades extra-salão: aulas no cinema da escola, visitas à comunidade, pesquisas na internet na sala de informática, aulas de arte e de educação física. http://www.escolasqueinovam.org.br/escolas/

[4] http://www.summitps.org/

[5] www.hihgtechhigh.org

[6] www.olin.edu

[7] http://dschool.stanford.edu/

[8] Ryon Braga, Diretor da Uniamérica. In Universidade abole disciplinas em prol de projetos. Disponível em http://porvir.org/porfazer/universidade-abole-disciplinas-em-prol-de-projetos/20140409

Escolas mais inovadoras do mundo apostam na autonomia dos alunos

 Visando o desenvolvimento do aluno em todas as suas dimensões, algumas escolas espalhadas pelo mundo apresentam novos valores para o ensino e vão além dos modelos tradicionais de educação, dialogando com as questões e demandas da sociedade contemporânea.

São as escolas mais inovadoras do mundo, que apostam na autonomia do aluno, na personalização do ensino, na aprendizagem baseada em desenvolvimento de projetos, no uso da tecnologia, na construção de espaços que estimulem a construção do conhecimento através da prática e na valorização de competências como liderança, proatividade, comunicação, sociabilidade, cooperação ou talentos artísticos.(Fonte:Porvir)

 

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